Acordar é um acto que encerra em si uma violência inusitada. O corpo quando não tem consciência de si próprio é capaz das maiores façanhas, mas após a abertura das cancelas da visão, o impossível é votado à condição do seu nome.
Cancelado que está, surgem as limitações que o espírito não conhece. Amaldiçoado sarcófago que aprisionaste o não-limite. Pútrida carcassa que não permites a abolição das fronteiras em direcção ao Ideal.
Melhor dormir. Urgente dormir. Não me deixam adormecer. Sigo acordado, diminuído, castrado. Mas sigo...
terça-feira, 19 de outubro de 2010
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